Psicologia

Psicologia

No ano de 2017, o setor de Psicologia na Sociedade Pestalozzi do Brasil, buscou parceria com escolas do município do Rio de Janeiro. Essa parceria teve como intuito buscar compreender, através da escuta, a criança encaminhada para atendimento, seja por dificuldades de aprendizagem, seja por ser um aluno em processo de inclusão, ou mesmo que esteja ou tenha passado por alguma dificuldade emocional. Dificuldades essas que, por vezes, podem refletir em seu âmbito escolar. Vale ressaltar, que os encaminhamentos, são realizados, também, pelo Sistema Público e Privado de Saúde e Educação, às crianças de dentro e fora do município do Rio de Janeiro.

Sabe-se que essas crianças podem, através de suas dificuldades, demonstrar sofrimento emocional enfrentados por elas e suas famílias ou mesmo dentro do contexto social em que estão inseridas.

O trabalho no setor de psicologia abrange: acolhimento, entrevistas, encaminhamento e o atendimento; além de grupo de orientações aos pais e responsáveis.

O atendimento é realizado através da observação, escuta e materiais apropriados como ferramentas do psicólogo, de maneira a proporcionar um ambiente onde o atendido tenha a possibilidade de expressar seus sentimentos, angústias e desejos.

O quadro do setor foi constituído por duas psicólogas atendendo crianças e adolescentes, sendo uma das psicólogas direcionada, também, para o suporte aos pais e responsáveis.

Percebe-se a importância da parceria das escolas com Instituições que prestam serviços especializados em atendimento multidisciplinar como forma de facilitar a compreensão desse indivíduo.

No que diz respeito, ao suporte a pais e responsáveis, especificamente, cabe colocar uma das estratégias oferecidas que foi a Oficina Roda de Conversa.

A oficina “Roda de Conversa” com os Responsáveis teve como objetivo principal orientar à população de cuidadores das crianças em tratamento na Sociedade Pestalozzi do Brasil (SPB), utilizando ferramentas de psicoeducação.

Com isto, foi oferecido suporte ao trabalho, realizado pela equipe de Psicologia, com atividades desenvolvidas no contexto familiar e não somente no atendimento psicológico individualizado, interferindo, de forma positiva, no desenvolvimento emocional da criança.

Assim, acredita-se que o atendimento psicológico realizado terá continuidade nos lares das crianças.

O trabalho aconteceu, a princípio, uma vez por mês, toda terceira quinta-feira de cada mês. A primeira oficina ocorreu no mês de março, onde foi realizada uma dinâmica de grupo chamada Teia da Amizade. Teve como objetivo, apresentação do grupo, trabalho em equipe, mútuo conhecimento, descontração e interação, mostrando, ainda, a importância da união e a importância da criação de vínculos afetivos. Foi abordado o conceito das palavras: “vínculo” e “família”, no entendimento de cada participante e depois comentado sobre a importância do vínculo familiar e como ele pode influenciar na terapia.

A segunda oficina ocorreu no mês de abril, onde foi realizada uma dinâmica de grupo chamada Espelho. Trata-se de uma dinâmica que serve para trabalhar a autoestima ajudando o indivíduo a reencontrar o melhor que há em si, bem como ajudar a dar novo significado a estímulos não positivos e potencializar a autoconfiança. Aqui foi abordado qual era o conceito da palavra autoestima e como essa construção vai ocorrendo ao logo da vida. Depois houve uma orientação de como melhorar a autoestima da criança através de três passos: Aceitar a criança; transmitir admiração por ela; promover a resolução de problemas, capacidade de tomar decisão.

Enfatizando, porém, que a forma mais importante para construção dessa autoestima é demonstração de amor.
A terceira oficina ocorreu no mês de maio, onde o tema foi “A importância dos limites para a formação da criança”. Nessa dinâmica, o objetivo foi esclarecer que: limite é um fator fundamental para a formação da saúde mental da criança e do futuro adulto. Além disso, ocorreu orientação aos responsáveis com dicas sobre o que fazer e o que não fazer para impor limites. Foi abordado qual era o conceito da palavra limite no entendimento de cada participante, e logo um diálogo de como a sociedade e essa dinâmica familiar vem mudando ao longo dos anos e que acaba acarretando a perda de autoridade dos pais e a falta de limite dos filhos.

Por vezes, esses responsáveis, também necessitam de uma “escuta”, tornando-os mais sensíveis as necessidades de seus filhos.

Desta forma, nossa oficina pretende: acolher, escutar e orientar sobre a importância do afeto e do diálogo com as crianças, e a necessidade de serem estimulas cognitivamente, emocionalmente para se tornarem seres humanos com capacidade de resiliência.

A cada encontro foi exposto um tema diferente. Vale ressaltar que esses encontros serviram para tornar esses pais e responsáveis mais conscientes das dificuldades de seus filhos. Por isto,foi de suma importância essa troca de experiências, ajudando na compreensão e na forma como lidam com essas realidades.

A oficina é relevante para o Setor de Psicologia porque não somente as crianças permaneceram em atendimento, como, também, foi dado a oportunidade a todos participarem dessa troca enriquecedora, proporcionando um caminho para melhor aceitação de algumas dificuldades enfrentadas por pais, filhos, responsáveis e familiares, ao longo dessa jornada, desde a descoberta até enfrentamento dessas dificuldades. A família exerce um papel fundamental de grande contribuição e influência nesse processo de educação, pois servem de exemplo para esses futuros cidadãos. Por isso, a importância desse trabalho não só no cunho terapêutico como também social.

Para que a proposta terapêutica dos profissionais da Psicologia tenha impacto na dinâmica familiar, é fundamental criar vínculos com os cuidadores dos clientes da SPB, para que ocorra melhor aplicação das terapêuticas e participação familiar, levando o trabalho realizado na instituição para os lares destas crianças.

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